A primeira artista a actuar foi a portuguesa AUREA. A entrada em cena aconteceu precisamente à hora prevista. Quem também deu um ar de sua graça foi um orvalho que se manteve durante a noite e enquanto estive no recinto. Orvalho esse que passou a uns chuviscos mais fortes a espaços. AUREA apresentou-se sorridente e comunicativa com a preciosa companhia/ajuda da sua banda. Teve uma actuação bastante agradável de seguir. Gostei bastante de ouvir as músicas que já conhecia dela: o primeiro single: “Busy (for me)” que foi repetido no encore ; “No no No no (I Don't Want Fall In Love With You Baby)” e “Okay Alright”.
Pelas 23h00 arrancou o grande momento da noite e tão ansiado por mim. A banda irlandesa entrava em palco para gáudio meu e de milhares. “Analyse” foi o ponto de arranque dos THE CRANBERRIES. A banda desfilou vários dos seus grandes êxitos e de permeio apresentou duas músicas novas: “Schizophrenic Playboy” e “Tomorrow”. Duas performances interessantes de músicas ainda desconhecidas. Os grandes momentos da actuação foram: “Linger” ; “Ode To My Family” ; “Zombie” e “Dreams”. Esta última marcou o fecho de uma actuação que ficou marcada na memória. Um belo momento não ofuscado por falhas, da iluminação (actuaram alguns minutos sem iluminação de palco) e do som( por exemplo, não se ouvir bem a voz de Dolores O’Riordan num ou noutro momento) O esforço pelas horas em pé e por causa da chuva que se tornou algo chata não fizeram esmorecer o ânimo e a alegria daquele momento. Foi o concretizar de um sonho, de um desejo antigo.
O cabeça de cartaz deste dia foi o músico MIKA porém já não assisti ao espectáculo dele. Após os THE CRANBERRIES abandonei o recinto. Não tinha interesse em seguir pois não sou propriamente apreciador da música dele.
O festival Marés Vivas está a crescer e para o ano é a edição número 10. Pode ser que haja nova oportunidade de voltar ao festival, eventualmente e segundo a organização, já em novo local.





